Full-time ligado nas transformações sociais do universo crente pós-moderno brasileiro o papo de louco vem, em boa hora, esclarecer alguns pontos sobre o uso de palavra torpes aqui no blog ou em outros palcos cristãos não tediosos – vide exemplo de texto fantasticamente pesado do Ariovaldo: Jesus morreu na cruz pra eu trepar:
“A propósito… eu sei o peso que as palavras que empreguei neste texto tem. Mas perto da desgraça que tem sido a nossa atitude como cristão, elas são bem leves. Então vamos deixar de hipocrisia e deixar passar as expressões pesadas por licença poética, tá? Não fode vai!”
Escândalo. Isso é o que queremos!
Uma única consideração bíblica:
Serpentes, Raça de Víboras; como escapareis da condenação do inferno?¹
Quão torpe é essa frase?
Precisa dizer quem disse isso?
Afirmam que o crescente uso de palavreado chulo dentro do meio evangélico é símbolo da universalização da Palavra. O uso de palavrão é uma expressão do mundo arraigado na carne de gente dentro da igreja.
Mas a grande questão que se coloca é. Quão torpe é a frase de Jesus?
Serpentes, raça de víboras, vão pro inferno!
A questão em si é tão complicada que creio que nenhuma pessoa em sã consciência e sem doses de moralismo conseguiria responder clara e certamente.
Mas o problema talvez seja outro…
Perto do mais-do-mesmo nada edificante que ronda a blogosfera cristã jovem brasileira, ou mesmo o cima do púlpitos, ou os acordes repetitivos dos albuns ditos gospel, eu de minha parte concedo a licença poética requerida pelo Ariovaldo. Isso se ele continuar escrevendo textos que choquem e escandalizem a minha carne. Que me tirem do lugar, que me façam pensar na minha real condição de pecador. Se for assim, não dou a mínima ao palavreado.
Qual o verdadeiro peso das palavras diante do peso do nosso pecado?
Na verdade, espero que eu consiga fazer o mesmo com as minhas palavras: incomodar a sua carne. Considerando ainda que as expressões que comumente usamos no papo de louco não sejam nada agressivas se comparadas às usadas por ai… Prefiro escrever um conteúdo que te dê uma porrada e te leve a pensar alguma coisa sobre a puta má condição que se encontra a sua vida com Deus, do que usar palavras sem sal, sem gosto e sem força pra endossar a sua condição de morno.
Confesso que senti vontade de parafrasear o Ariovaldo no uso do “Não fode, vai”. Mas minha consciência não permitiu. Não me sinto à vontade em dizer isso aqui direcionado àqueles que entram e dão mais atenção ao uso de 2 palavras insignificantes do que à profundidade da mensagem colocada. Ou mesmo daqueles que entram e criticam o blog por citar uma frase do Chorão (sim, aquele que canta “o jovem no Brasil nunca é levado a sério”), sem levar em consideração a frase em si.
Porque nós mesmos que fugimos do deslize de palavras torpes caímos na vala do moralismo, do julgamento, da religiosidade e da soberba. E me incluo nisso
Repito algumas frases que já causaram incômodo e encontram boa hora de serem repetidas:
“Ele veio trazer libertação sim…
A mim, a você e a todos os doentes, ladrões, corruptos, bichas fresquinhas, putas maliciosas, travestis, ácidos julgadores, juizes, pastores que caíram, pastores que traíram, a mim e a você.
O lixo é todo o mesmo…
Mesmo que o nosso imaginário religioso não nos permita enxergar.”
Ácidos julgadores, como escapareis da condenação do inferno?
¹Mateus 23:33
Pra não dizer que eu não falei das flores: porque os que insistem em reclamar das palavras são os que nunca escrevem nada?
“A propósito… eu sei o peso que as palavras que empreguei neste texto tem. Mas perto da desgraça que tem sido a nossa atitude como cristão, elas são bem leves. Então vamos deixar de hipocrisia e deixar passar as expressões pesadas por licença poética, tá? Não fode vai!”
Escândalo. Isso é o que queremos!
Uma única consideração bíblica:
Serpentes, Raça de Víboras; como escapareis da condenação do inferno?¹
Quão torpe é essa frase?
Precisa dizer quem disse isso?
Afirmam que o crescente uso de palavreado chulo dentro do meio evangélico é símbolo da universalização da Palavra. O uso de palavrão é uma expressão do mundo arraigado na carne de gente dentro da igreja.
Mas a grande questão que se coloca é. Quão torpe é a frase de Jesus?
Serpentes, raça de víboras, vão pro inferno!
A questão em si é tão complicada que creio que nenhuma pessoa em sã consciência e sem doses de moralismo conseguiria responder clara e certamente.
Mas o problema talvez seja outro…
Perto do mais-do-mesmo nada edificante que ronda a blogosfera cristã jovem brasileira, ou mesmo o cima do púlpitos, ou os acordes repetitivos dos albuns ditos gospel, eu de minha parte concedo a licença poética requerida pelo Ariovaldo. Isso se ele continuar escrevendo textos que choquem e escandalizem a minha carne. Que me tirem do lugar, que me façam pensar na minha real condição de pecador. Se for assim, não dou a mínima ao palavreado.
Qual o verdadeiro peso das palavras diante do peso do nosso pecado?
Na verdade, espero que eu consiga fazer o mesmo com as minhas palavras: incomodar a sua carne. Considerando ainda que as expressões que comumente usamos no papo de louco não sejam nada agressivas se comparadas às usadas por ai… Prefiro escrever um conteúdo que te dê uma porrada e te leve a pensar alguma coisa sobre a puta má condição que se encontra a sua vida com Deus, do que usar palavras sem sal, sem gosto e sem força pra endossar a sua condição de morno.
Confesso que senti vontade de parafrasear o Ariovaldo no uso do “Não fode, vai”. Mas minha consciência não permitiu. Não me sinto à vontade em dizer isso aqui direcionado àqueles que entram e dão mais atenção ao uso de 2 palavras insignificantes do que à profundidade da mensagem colocada. Ou mesmo daqueles que entram e criticam o blog por citar uma frase do Chorão (sim, aquele que canta “o jovem no Brasil nunca é levado a sério”), sem levar em consideração a frase em si.
Porque nós mesmos que fugimos do deslize de palavras torpes caímos na vala do moralismo, do julgamento, da religiosidade e da soberba. E me incluo nisso
Repito algumas frases que já causaram incômodo e encontram boa hora de serem repetidas:
“Ele veio trazer libertação sim…
A mim, a você e a todos os doentes, ladrões, corruptos, bichas fresquinhas, putas maliciosas, travestis, ácidos julgadores, juizes, pastores que caíram, pastores que traíram, a mim e a você.
O lixo é todo o mesmo…
Mesmo que o nosso imaginário religioso não nos permita enxergar.”
Ácidos julgadores, como escapareis da condenação do inferno?
¹Mateus 23:33
Pra não dizer que eu não falei das flores: porque os que insistem em reclamar das palavras são os que nunca escrevem nada?
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